Os Cerrados do Piauí

A região dos cerrados no estado do Piauí, é considerada a última fronteira agrícola do Brasil, com um índice de luminosidade excelente favorecendo a alta produtividade nas culturas. Somente cerca de 50 milhões ha, menos que um quarto dos cerrados, é agora economicamente utilizado.

Até o começo dos anos 1970 o cerrado foi literalmente inacessível, considerada “terra perdida” sem valor, onde a terra barata foi atração para agricultores do sul do país, pois para cada hectare de terra que eles vendiam no sul, podiam comprar entre 10 à 40 hectares nos cerrados. Com o desenvolvimento da soja "tropical" e com novas técnicas para manejo dos solos do cerrado, as plantações de soja em larga escala começaram a partir de 1980 a impulsionarem a região, adquirindo maior caráter comercial, embora de forma lenta e insuficiente para abastecer o crescente mercado interno do Estado.

É hoje um dos mais importantes pólos do agronegócio do Brasil. Esse desenvolvimento no estado tem acontecido principalmente em função de fatores como: terras com recordes de produtividade; preço baixo do hectare, em comparação a outros estados produtores de grãos; chuvas estáveis; além de possuir um dos maiores lençóis freáticos do mundo

A conquista dos cerrados do sul do Maranhão e do sul do Piauí liga-se a uma indiscutível conquista: a da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), pois, realmente, obteve uma nova variedade de soja, batizada como “CARIRI”, com resultados 25% superiores à maior produtividade do país, podendo chegar a 70 sacos por hectare.

Entre as culturas tradicionais temporárias sobressaem-se o milho, o feijão, o arroz, a mandioca, o algodão herbáceo, a cana-de-açúcar e a soja. Entre as culturas permanentes, destacam-se a manga, o piqui , a castanha-de-caju e o algodão arbóreo.

Atualmente o Biodiesel retirado da mamona, da soja, do girassol, do Pinhão Manso (ótima produtividade) e até do dendê, com a vantagem de lançar menos poluentes pelas descargas dos veículos, pretende substituir parte do óleo diesel usado para mover caminhões e ônibus, e as terras do sul do Piauí têm se revelado aptas à cultura da mamona, zoneadas ao novo programa de energia alternativa do Brasil. Em Floriano, Piauí, já existe uma unidade, com capacidade instalada de produção de 44,5 mil m3. Depois do Protocolo de Kyoto, cada signatário procura reduzir sua emissão de poluentes no ar, para retardar o chamado efeito estufa da Terra. A Alemanha partiu na frente, seguida pela França, e Brasil com perspectivas excelentes de produção para atender não só ao mercado interno como externo.

Obs. : 1(Um) ha em média na região produz de 240/400 m3 de lenha/carvão.




Grupo Flaceli
Todos os direitos reservados ©